quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Carta aos doutrinados pelo falso profeta de Deus

Não adianta chorar a minha morte se você foi o responsável pelo ódio hereditário. Não adianta dizer que me ama se a sua mão estará coberta com meu sangue. Não adianta pedir a mim perdão, se aos gritos de desespero não vi nada além de suas costas ao invés de sua mão para me ajudar. Não adianta dizer que foi enganado se não me deu ouvidos, se não praticou a caridade exigida pela sua religião, ao invés disso, só vi julgamentos e o pecado cometido por Lúcifer em nome do todo poderoso Deus que vocês creem. Não quero que vá ao meu velório parentes e amigos que compactuaram com essas injustiças que acontecerão. Sabe o dito popular; 'nem morto'? Não dou permissão para carregar meu cadáver até a cova que vocês cavaram. Não sou obrigado em morte de ter meu corpo molhado pelas lágrimas falsas dos que me têm ofendido e desmerecido em nome de um Deus que, em seus ensinamentos, não propagaria o ódio. Porém vocês, 'seguidores d'ele' propagam. As indiferenças e a exclusão que vocês mesmo fizeram do outros membros do cotidiano familiar e se trancaram em sua ignorância ao serem doutrinados por pastores que usam o nome do seu Deus em vão para conseguir dinheiro e enriquecer as custas da sua ignorância. Não aceitarei feliz natal e felicidades no ano novo por vocês que defecaram no livro que tanto reproduzem e prezam, cometendo todos os 7 pecados, desrespeitando todos os 10 mandamentos do Deus Preto embranquecido pelos europeus afim de dominar vocês, plebeus, por eras. Sujaram o nome do Deus que louvam. Se enganaram ao acreditar que eu aceitaria o seu pedido de paz. Jogaram sangue na minha roupa branca de réveillon. Cuspiram na minha cara e dos que foram protegidos pelo Deus que vocês acreditam. O seu Deus não aprovaria tal ato cometido por seus fieis, Vocês são eternamente responsáveis pelo ódio propagado na sociedade hoje em dia. Destroem templos de outras religiões e seguem acreditando ser soldado de um Deus que não permitiria tal nome (soldado) ao lado do nome que representa tal Ser. Vocês repudiam os diferentes, destroem culturas, danificam a moral e denigrem a imagem de outras religiões. Sendo assim. Não culpe o educador pelos erros que vocês cometem como pais. Não culpe a escola por doutrinação, pois vocês, além de doutrinados, doutrinam seus filhos a cometer a injustiça que foi abominada pelo deus que vocês rezam.
Não darei feliz natal, Não darei feliz ano novo. Pois o ano que vem será o início da infelicidade de todos por culpa de vocês, doutrinados pela palavra falsa do Senhor(pastor) e não do todo poderoso Deus que vocês creem acreditar ser Amor e Paz, afinal, só vejo vindo de vocês ódio, rancor e injustiça.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Ensaio sobre o desconhecimento humano


  Nada mais cru do que a sensação, as captações do mundo pelos nossos sentidos, o empirismo à cerca do que conhecemos nos dá uma visão limitada de mundo, já que nossos sentidos não conseguem captar até onde podemos dizer ser conhecimento para a filosofia ou ciência. O empirismo sozinho não nos dá a razão e nem o conhecimento do que é o universo em si. Quantas vezes acreditamos saber de uma coisa, mas no fim, notamos que nos faltou mais informações científicas e que aquilo que detivemos como verdade durante anos se rompe mediante a certeza científica e filosófica? A ciência poderia nos explicar o que conhecemos empiricamente? Somos nós mesmos os responsáveis pelo que conhecemos empiricamente? Os nossos sentidos são mesmo confiáveis? Como posso compreender o que você pensa se nossas linguagens, por mais que parecida, expressam mensagens diferentes? Conhecer a si mesmo é o bastante para lidar com o mundo?

 Durante gerações, a filosofia tentou explicar algo que me parece inexplicável momentaneamente. Pode-se dizer que em um futuro, essas perguntas finalmente se encontrarão com a verdade, isso é, caso a humanidade não se mate por conta das suas vontades egoístas e brigas sem sentido por pedaços de objetos que se representam em papeis e metais que servem, consequentemente, para se comprar vidas. Ou até mesmo um dia que a ciência deixaria de servir tais detentores de papeis e metais e seguir uma visão em que beneficiaria a vida dos hospedeiros desse lar que chamamos de Terra?
 A ciência, por mais longe dos conhecimentos internos humanos, procura respostas fora do ser de maneira mecanicista, outras formas de ciências procuram nos órgãos onde é o gatilho para o nosso ser pensante. Claro, acreditar que uma parte do nosso tão misterioso e genuíno cérebro é de certo modo válido, já que os impulsos elétricos do nosso cérebro são responsáveis por vários aspectos do nosso eu. Porém, não creio que esse modo de pesquisa mecanicista funcionaria para o entendimento de um órgão tão complexo que acaba por ser mais potente do que qualquer tecnologia que criamos. Já que por mais que tentamos, as Inteligências artificiais que temos não chegam ao patamar de raciocínio humano. É uma forma de pensamento diferente do homem, é usado mais a lógica em si do que nossos impulsos Empíricos.
 O fato é, os nossos sentidos, Tato, Visão, Paladar, Audição e Olfato são nossas portas para o mundo que acreditamos ser o real, tais sentidos, nos dá aspecto de frio, distância, gosto, captação de ondas sonoras e a habilidade de se sentir cheiro. Esses sentidos, tão evoluídos através do tempo e da história nos dá sentimentos a partir do momento em que os pomos a prova. Estar em uma altura muito grande na beira do penhasco, por exemplo aguça nossos sentidos já que o nosso sistema nervoso e a ligação do cérebro a visão, nos alerta do perigo que seria cair. Tal medo se explica pelas experiências que se teve na vida em relação a cair de uma determinada altura, sendo assim, por mais desesperada que seja a vida de um suicida, ele sempre titubeia antes de se jogar de uma altura suficiente para se matar. Porém, uma pergunta que sempre me surge é: Será mesmo que evitar os sentimentos e encontrar a “razão” nos evoluiria?
 Nota-se, claro, empiricamente, que evitamos de sentir determinadas coisas por medo. Deixamos de observar aspectos como por exemplo, uma pessoa passando fome, alguém sofrendo de depressão e até mesmo fingimos não ouvir pedidos de ajuda graças o formato que tomou a humanidade. Detentores de razões mecanicistas e poucos preocupados com as funções práticas do contexto em que vive. Fome cada vez mais aumentando, falta de empatia e até mesmo a desvalorização de palavras, antes usadas para fins exatos, hoje se tornando vírgula nas mãos dos mesmos que evitam seus sentimentos. Digamos que quanto menos sentir melhor, já que decidimos por meio de argumentações e discurso lógico que tais raciocínios vindos das nossas sensações e sentimentos se chamam juízo de valor.
 Evitamos sentir por acreditar que quem não sente é superior. Porém, dentro de uma visão emocional, se esquece das feridas da vida e das marcas que nos tornam únicos já que não possuem valor de verdade para as argumentações logicas. Ainda mesmo com toda essa disfunção que se tornou a busca pela razão de modo a servir aos poderosos com suas éticas falhas onde os únicos obrigados a usar são os miseráveis e a política que mais serve para enriquecer os donos das empresas.
 Nos trancamos covardemente entre grades e portões para evitar o medo, nos trancamos entre caras e facetas para evitar o sofrimento do que é amar. A cada dia, livros de autoajuda são criados para o ato de conquistar alguém por medo de falhar. Medo de falhar em perguntar nos limita, faz com que os conhecimentos nas escolas e universidade se tornem vagos. A cultura de conhecimentos empíricos hoje em dia desaparece quando a razão tenta explicar que somos seres inteligíveis, porém não mostra que cada uma pessoa no mundo não passa de um erro lógico.
 Por centenas de anos nos foi negado o prazer de se sentir por culpa e medo de Deus, logo em seguida nos dão a notícia de que sentir é ser levado ao erro e hoje em dia aqueles que permanecem na base da grande pirâmide abusam do uso dos sentidos para se sentir mais vivos. O consumo de drogas ilícitas e lícitas aumenta alarmantemente e com ele, o lucro das empresas e do tráfico. A humanidade anda doente de corpo e de alma. Isso explica do porquê existe tantas farmácias, igrejas e bares. Nos dão para comer comida contendo agrotóxicos, viciam nossas crianças com açúcar, incitam nossos jovens com o consumo excessivo de sexo para procriar ainda mais e ter uma fonte de trabalhador sempre renovada para assim conseguir cada vez mais mão de obra renovada com o sangue e a vontade da juventude, dão aos adultos o direito de encher a cara com álcool ou outras drogas para esquecer a vida medíocre que vivem e aos idosos só restam os remédios caros e a falta de respeito com aqueles que durante anos contribuiu para os avanços políticos e científicos da sociedade em geral.
 Conhecemos hoje o átomo, temos visão do universo em geral, porém, não conhecemos nós mesmos graças ao esquecimento de uma questão que a filosofia deixou de tentar responder graças a ascensão que a filosofia teve devido ao esquecimento do que é ser humano. Afinal, porquê temos tanto medo de sentir?
 Primeiro, devemos notar que quanto mais mecânico é a argumentação e quanto menos falamos o que sentimos melhor é ao retórico. O conhecimento puro cientifico não nos serve de nada, se não estamos em paz conosco, conhecer o universo que é um único ser humano. Isso não é resposta para se dar em uma equação lógica. O amor, a amizade, a vontade de ajudar o próximo não é explicável logicamente por sermos um poço de contradição, contradição essa que nos torna humanos, passivos de erros e capaz de aprender a partir de onde erramos.
 Conhecemos o mundo pelos sentidos assim como interpretamos o que conhecemos pelo que sentimos. As palavras, ou seja, as formas de linguagem nos dão uma ampla visão do qual contraditório para a lógica é o ser humano. A linguagem está sempre mudando, palavras perdem significado e outras novas aparecem. Com a globalização, palavras do país supremo que explora países menores para benefício próprio se agregam aos países pequenos à ponto de se obrigar tal população ralé, aos olhos dos poderosos, o dever de aprender como língua secundária e/ou obrigatória para receber em seu país os filhos da pátria mãe das bombas nucleares capaz de destruir o planeta e todos os seres que o abitam.
 Não damos o valor devido aos nossos sentimentos. Os sentidos responsáveis por algo único que é a vida de uma pessoa são destratados como um ato falho para que se esqueçam o verdadeiro sentido de tais instrumentos. A dualidade que é o recebimento das informações é destruída pelos argumentos cheios de lógica à ponto do esquecimento que é o sentir. Conhecemos o mundo primeiramente pelos sentidos que temos, mas a ambição do homem sempre o faz querer mais.
 A cada dia que passa, perdemos mais funções dos sentidos, nos tornamos sedentários. Todos em frente à uma tela, sem contato físico, corrompidos com a ideia do quanto menos se sente melhor. Recorremos pouco às nossas memórias já que temos hoje em dia métodos de nos lembrar coisas como celulares, redes sociais. Tornamos público nossos pensamentos frágeis e raciocinar não está sendo o forte da geração formada com tanta facilidade ao ponto de gangrenar em frente a uma máquina que tinha tudo para se tornar um grande projetor de conhecimento e cá estamos nós, uma sociedade que não sente, que absorve lixo e que não têm memória boa já que não a exercita. E cá estamos nós, uma geração que, diga-se de passagem, nunca leu tanto, porém, coisas sem importância por falta de desbravamento da vida. Uma montanha de Fake News, distribuição gratuita de ódio e sendo assim, a internet se transforma no anel de Giges que Platão sempre dizia.
 A culpa não é só do esquecimento do que conhecemos através dos nossos sentidos e sim do que transformamos os modos de conhecimentos. As sensações empíricas que nos remete a dor, prazer e entre outras formas nos faz aprender mais. A prática se sobressai da teoria e teorizar de mais não resolve os problemas que devemos encarar. Criamos tanto as crianças encarceradas em casa que hoje em dia existem surtos de pânico, depressão e ansiedade. As energias que absorvemos não são gastas e quando são gastas são em academias fechadas para se caminhar em uma esteira que simula uma rua.
 A obrigação que é servir ao capital cedo nos faz perder o momento mais glorioso da nossa vida, a juventude, o auge da experiência que em suma é gasta em festas de open bar regado a álcool e cigarro. Todos com música alta para espantar as vozes que gritam ensurdecedoramente sua cabeça dizendo o qual fracassado é. Quanto mais fracassado, mais querido por todos. Depressão e ansiedade é romantizada, síndromes são disfarçadas de normalidade e se expor ao ridículo está fora de questão. Afinal, nada mais ridículo do que sentir o seu corpo em uma dança na rua, testar sua voz em momento de felicidade em meio da rua. Enquanto isso, o ponto de ônibus mostra cada vez mais o qual amarga e triste é a vida dos seres humanos privados de seus sentidos durante dias em uma semana para que possa se envenenar graças ao rancor de não poder mostrar ao mundo quem é.
 Uma das emoções provindas do empirismo que os ricos possuem que mais me intriga é medo. Porém, é um medo com classe. Claro, o medo de perder seus bens materiais é maior que a sua ganância por novos bens. Nunca fui rico para falar com propriedade, mas creio que para mim, o rico tem medo de que o pobre descubra que é maioria e que por sua vez reivindique a sua liberdade.
 Sobre os nossos sentimentos que vêm das nossas experiências empíricas e a nossa vontade de querer mudar ou continuar no erro, que é a grande contradição humana, devo dizer que não faz mal sentir ódio e rancor, como muitos filósofos do espírito andou dizendo, é apenas a expressão da vontade do ser. Os sentimentos ruins existem para identificar o que você quer da sua vida. A grande cura para a felicidade contemporânea trata as tristezas como doença, e no fundo, o que querem é um bando de gado sorridente, pois feliz se produz mais e nada melhor do que um ópio para a sociedade que se tornou as datas festivas, feriados que além dessa finalidade, também serve para o aumento do lucro das empresas ditadoras de regras e intervencionista quando o sentido é liberdade humana.
 O único fato do que o humano deveria conhecer sobre os sentidos é aproveitar enquanto estamos agraciados com a vida, sentir o vento no rosto e lembrar de um dia, ouvir uma música que te lembra de alguém, sentir um cheiro de algo que gosta como os cheiros das rosas. A nossa busca pela felicidade é incentivada pelos comerciais de TV e YouTube, o nosso amor se encontra objetivado em um lanche de uMa lanchonete e assim nos tornamos mercadorias com sentimentos encubados. Somos sérios, estamos sempre de cara fechada, fingimos ser quem não somos para agradar os outros ao invés de estarmos acreditando na mudança interna, no auto aprendizado seguido do aprendizado científico.
 De que adianta todo o conhecimento cientifico se eles servem para criar bomba, desigualdade e brigas políticas para se conseguir bens materiais e poder? De que adianta um argumento logicamente construído para ganhar um debate insignificante para os muitos que morrem injustamente? De que adianta todo o conhecimento político se as pessoas precisam mudar sua visão do que é favorável a todos ao invés de excluir todos os outros 49% que não votaram no candidato? De que adianta ter a razão se ela não serve para nos fazer conhecer? De que serve a Filosofia se ela se esconde nela mesma em meio a livros e se esquece de como nasceu? De que serve as sensações empíricas se elas se mantêm guardadas no fundo do homem a ponto de todos se tornarem infelizes e iguais? 

Relatório de Estágio I

RELATÓRIO DE ESTÁGIO I: Observação das aulas Alexander Augusto Santos Silva Pelotas, 2018. INTR...